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Tarifa zero não deve alterar preço ao consumidor

por | set 11, 2020 | Notícias | 0 Comentários

Segundo a Câmara Setorial do Arroz, o fato de o governo ter zerado a tarifa de importação de arroz para países de fora do Mercosul não deve alterar muito os preços para o consumidor final. A percepção é de que não vai trazer nenhum benefício imediato. A safra norte-americana está atrasada e o arroz da Ásia não vai chegar aqui mais barato do que o nacional, já que os preços externos também estão altos. A isenção da Tarifa Externa Comum (TEC), que antes era de 12%, não é tão significativa e não trará diferença muito grande ao preço arroz para o consumidor final. Na semana passada, a Câmara Setorial do Arroz já havia se decidido, por 16 votos a 6, contra a redução da tarifa de importação, por todos os motivos acima citados. Além disso, há o receio de que essa medida interfira nos preços do arroz para a próxima safra, que começa a ser plantada neste mês. De toda forma, há um certo alívio porque o governo definiu que a isenção tarifária será apenas até 31 de dezembro.

O setor arrozeiro está favorecido neste ano, com dólar valorizado, mercado interno aquecido para o grão, preços altos no mercado internacional (que estimulou exportações) e estoques baixos de passagem. Esse cenário é exceção, pois, por pelo menos dez anos, o produtor vem sofrendo prejuízos significativos. Nas últimas cinco safras, os preços recebidos vieram abaixo dos custos. Isso fez, naturalmente, com que muitos se sentissem desestimulados a continuar com o arroz e partissem para a soja, que remunera mais. No Rio Grande do Sul, na região de Camaquã, pelo menos 20% da área de arroz foi convertida para soja nos últimos anos, saindo de 40 mil hectares para cerca de 30 mil hectares atualmente. Entretanto, na próxima safra, 2020/2021, a área deve ser mantida, em função dos altos preços pagos atualmente pelo produto, que giram em torno de R$ 110,00 por saco de 50 Kg ao produtor, ante R$ 50,00 por saco de 50 Kg em igual período do ano passado, valor que não cobria sequer os custos de produção, que atualmente estão por volta de R$ 65,00 por saco de 50 Kg. Em relação à alta de preços do arroz para o consumidor, a Câmara Setorial afirma que o produtor de arroz não tem se beneficiado diretamente deste fato.

A maior parte do cereal disponível hoje já está na mão da indústria, que pagou lá atrás para o produtor o valor de R$ 50,00 por saco de 50 Kg. O produtor sempre tem de antecipar vendas para adquirir insumos e vendeu por esse valor, ou seja, ficou no prejuízo porque este preço não cobriu custos de produção. Uma política errática para a cultura do arroz não deve ser resolvida de imediato. O stor já vinha alertando há anos que um momento como esse, de forte alta de preços, poderia chegar. Uma solução seria criar políticas públicas para se reduzir o custo da lavoura de arroz, que é 100% irrigada na Região Sul do País, além de ampliar linhas de crédito e mudar a tributação da cultura. Na década de 1990, 90% das lavouras de arroz eram financiadas com crédito oficial (a juros subsidiados). Hoje, este percentual não chega a 25%. O produtor foi tirado do crédito oficial justamente porque inúmeras vezes teve de renegociar suas dívidas, em função dos baixos preços recebidos.  Fonte: Agência Estado.

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