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Nova tempestade perfeita eleva preços do arroz

por | nov 29, 2022 | Destaque, Notícias | 0 Comentários

(Por Cleiton Evandro dos Santos, AgroDados, Planeta Arroz) Nem o mais otimista dos arrozeiros poderia prever, mas o mercado do arroz vive nova “tempestade perfeita” com todos os fatores de alta atuando ao mesmo tempo e valorizando o grão brasileiro. A onda já chegou até ao fardo, vencendo a barreira do varejo que não admitia repasse de valores sobre a matéria-prima, pelas indústrias.

Há 13 semanas os preços do arroz em casca estão em alta, e apesar do indicador Cepea/Irga para a casca de 50 quilos, em casca, à vista, estar pouco abaixo dos R$ 86,00, há negócios reportados entre R$ 94,00 e R$ 96,00 tanto para a indústria na Zona Sul gaúcha quanto pelo produto colocado no porto, para exportação. O arrozeiro que ainda detém cereal em seu poder, é o mais tranquilo de todos. Só vende quando a cotação chegar ao seu número “cabalístico”, que está rapidamente subindo de R$ 95,00 para R$ 100,00 no Rio Grande do Sul. Pedir não é proibido. A questão é se a indústria e as tradings vão chegar a esse patamar de negócios nas aquisições.

Será possível que o  recorde dos R$ 106,00 em 13 de outubro de 2020 seja superado? Esta é uma ótima pergunta, mas ainda sem resposta. Há quem aposte que sim. E há quem considere “perigoso” que saia do contexto e ganhe, novamente, a pecha de vilão dos preços altos e da inflação.

Mesmo sendo o produto mais barato e rentável da cesta básica, o arroz costuma ser apontado como vilão e levar a má-fama por outros itens que fazem, realmente, a diferença na escalada inflacionária. Mas, é sempre bom lembrar que a cesta básica não tem outro produto que custe R$2,99 o quilo e sustente com 15 reais  uma família por um mês.

CONJUNTURA

A tempestade perfeita começou a se formar na safra passada, quando houve uma redução importante de área e produção de arroz no Brasil. Como os preços chegaram a baixar enquanto os custos subiram entre 12% e 15%, o produtor assumiu a intenção de seguir reduzindo área e buscar alternativas como soja, milho e pecuária. A queda no Rio Grande do Sul foi de 10%, mas Uruguai e Argentina também tiveram queda importante na superfície semeada.

Enquanto isso, as exportações brasileiras que começaram devagar e em baixos volumes, e chegaram a ser superadas pelas importações, reagiram com um cenário muito favorável no mercado internacional. Os Estados Unidos que vinham operando com valores altos, teve uma quebra expressiva da safra – a segunda em dois anos – e majoração nos custos de transportes. Ao mesmo tempo, o México retirou as taxas e barreiras para importar arroz em casca do Brasil.

Enquanto isso, na Ásia, os três maiores exportadores do mundo registraram perdas em suas colheitas e redução de seus estoques, com a Índia, maior fornecedor de arroz do mundo com 21,1 milhão de toneladas, ou 40% do comércio global, suspendendo os embarques de quebrados e sobretaxando em 20% os arrozes índica não parboilizados. Os preços imediatamente subiram no Vietnã e na Tailândia, mantiveram-se altos nos EUA. O Brasil, também favorecido pelo câmbio, manteve-se competitivo.

Com os países das Américas, Oriente Médio e África buscando mais arroz no Brasil e no Mercosul, as cotações domésticas começaram a subir. A confirmação de uma área menor semeada nesta safra e a emergência mais lenta e prejudicada pelos frios, alongou a entressafra e obrigou a indústria a disputar o arroz disponível, em especial na Zona Sul gaúcha. Sofrendo forte resistência do varejo em assimilar o repasse dos custos da matéria-prima, a indústria começou a reter a sua oferta e obrigou os varejistas a aceitarem novas tabelas. O fardo do branco chegou a subir 15 reais em 15 dias. Ainda que bem tarde, conseguiu recuperar as margens da indústria nestes negócios do final de ano.

Com a expectativa de que o Brasil vá exportar quase 2 milhões de toneladas de arroz, sabe-se que os estoques nacionais devem estar entre os menores das duas últimas décadas, e isso, apesar do alto custo de produção, é razão mais do que suficiente para o produtor gaúcho e catarinense seguir segurando a oferta. E esperando o pico das cotações.

Na prática, o tomador de preços passou a ser formador de preços.

E isso nada tem a ver com a pandemia, mas com uma conjuntura que forma uma tempestade perfeita.

Mais uma vez, as exportações salvaram o ano. E mais uma vez, o teto de preços não será alcançado pela maioria dos produtores.

Ainda assim, esse comportamento do mercado nesta entressafra, gera uma expectativa muito boa para a comercialização no período 2023/24, com médias superiores a 2022.

Mas, ainda tem bastante água para entrar nas lavouras. E o clima, com o terceiro ano de La Niña ainda pode interferir. Pra baixo ou pra cima.

A tendência é de que, mantido o cenário atual, com câmbio elevado e boa demanda, os preços do arroz continuem sua trajetória de alta, ao menos até a segunda quinzena de janeiro quando deve começar a trabalhar com a expectativa de oferta da nova safra.

SAFRA

A semeadura está concluída em Santa Catarina e alcançou mais de 96% no final de semana no Rio Grande do Sul, consolidando a expectativa de chegar aos 862,5 mil hectares projetados. As lavouras se desenvolvem bem, apesar do ciclo mais alongado em função dos frios da primavera, da ampliação das áreas com sementes de ciclo longo e a necessidade, em alguns casos, de serem banhadas para garantir a emergência e o desenvolvimento. Parte das lavouras de soja em terras baixas já estão sendo plantadas. Fonte: ANÁLISE DE MERCADO – por Cleiton Evandro dos Santos – AgroDados – Planeta Arroz.

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