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Empresas do agro devem migrar para CPR e CRAS

por | jun 23, 2020 | Notícias | 0 Comentários

O corte de 0,75% na taxa básica de juros (Selic) pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (Copom) no dia 17 de junho, para 2,25% ao ano, deve permitir que empresas do agronegócio e produtores de grande porte migrem de dívidas contratadas com bancos públicos para títulos como CPR (Cédula de Produto Rural) e Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA), de curto e longo prazos. Além de contarem com taxas mais baixas, os papéis são mais flexíveis no que se refere a prazos e regras. A maior demanda pelos recursos deve ser suprida porque, com a taxa de juro real próxima de zero, investidores tendem a buscar aplicações de maior risco e que remunerem melhor, como os títulos do agro. Os CRAs são isentos de imposto. Segundo o Itaú BBA, haverá um aumento da procura das empresas do agro por títulos do agronegócio, como CPR e CRA. A Selic a 2,25% ao ano se aproximou da inflação no País.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumula alta de 1,88% em 12 meses até maio e a perspectiva, segundo o Boletim Focus, é de que termine 2020 em 1,61%. Uma parte do mercado financeiro trabalha com a possibilidade de novas reduções da Selic, para 2% ou 1,75%. No que se refere a dívidas já contratadas com taxas de juros mais altas, haverá uma tentativa de substituir linhas de investimentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), de ACC (Adiantamento sobre Contrato de Câmbio) e ACE (Adiantamento sobre Cambiais Entregues), as duas últimas, adiantamentos dos pagamentos a receber por exportadores, por crédito vinculado a CPRs e CRAs. Algumas linhas do BNDES, como o Finame, usada para investimentos em geral, permitem que a dívida seja quitada antes do vencimento, com desconto em relação ao que seria o valor final do financiamento. Em alguns casos, empresas poderão tomar recursos no mercado com taxas inferiores para quitar dívidas que se estenderão por mais dois ou três anos.

Outra possibilidade será trocar dívidas por outras com taxas mais baixas. O setor de açúcar e álcool já vem adotando a prática de melhoria do perfil de liquidez, alongando as operações que venceriam nos dois anos seguintes. Muitas empresas devem adotar a estratégia de trocar por uma linha por outra de mesma duração e taxa menor. A migração para títulos do mercado de capitais também deve ocorrer na contratação de dívida nova. Grandes produtores que costumavam recorrer a linhas de custeio para adquirir insumos agrícolas para a safra, com juros equalizados pelo governo, já vinham optando por empréstimos com juros de mercado. A partir de agora, essa tendência deve se acentuar. Se na temporada 2020/2021 esses empresários encontrarão crédito oficial com juros de 6% ao ano, também poderão tomar recursos com CPR pagando 4% a 5% ao ano. Pela primeira, haverá linhas de custeio com taxas de juro de mercado inferiores à taxa teto estabelecida no Plano Safra (de 6% ao ano). No caso de linhas de longo prazo, a troca também se mostra vantajosa.

Enquanto a linha Finame direto, do BNDES, tem taxa de juro anual de cerca de 5%, o custo para captar recurso com CRA pode ser 1% inferior ou até mais. Linhas em Reais com taxa pré-fixada também tendem a ser mais procuradas, já que estão atreladas ao juro futuro, que nunca esteve tão baixo. A manutenção das taxas em patamares baixos dependerá em grande medida da pandemia. Se vier uma segunda onda, tudo pode mudar. Neste caso, o mercado passaria por um novo movimento de aversão a risco, com alta de spreads e de taxas de juros, e empresas voltariam a privilegiar a tomada de mais recursos para reforçar caixa e garantir liquidez. Sem esse fator, a oferta de recursos mais baratos tende a aumentar para suprir o apetite de investidores. Vão surgir no mercado muitos outros instrumentos para atender o investidor de renda fixa. Serão taxas bem melhores do que eram os CDI de 5% a 6% ao ano. Aproveitarão melhor as oportunidades as companhias de capital aberto. Fonte: Agência Estado.

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