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Notícias

Sem oferta, saca de arroz ultrapassa R$ 51,00 no RS

por | fev 3, 2020 | Destaque, Notícias | 0 Comentários

Mercado está antecipando a precificação de uma colheita menor e mostrando que nossa crise é de custo e não de preços

O mercado vive de futuro, embora as lições do passado sirvam como referência para muitas situações. É por causa do que projeta o futuro – uma safra menor, estoques de passagem menores e dólar fortalecido – que os preços do arroz, no presente, seguem uma trajetória de valorização. Mesmo que boa parte das empresas estejam fora de mercado, com as maiores abastecidas para além da colheita, a raridade de oferta vem sendo fator que também dá suporte à alta das cotações.

Na semana que passou o Indicador de Preços do Arroz em Casca no Rio Grande do Sul Esalq/Senar-RS atingiu seu maior valor ao chegar a R$ 51,26 por saca de 50 quilos do grão em casca, padrão referencial de 58×10. Na quinta e na sexta-feira, dias 30 e 31 de janeiro houve um recuo.

Ainda assim, o mês de janeiro chegou ao final com a média dos preços no Rio Grande do Sul em R$ 51,17, acumulando valoração de R$ 6,52%, o equivalente a US$ 11,95 por saca. No decorrer da semana, conforme a variação da moeda internacional, as cotações chegaram a superar US$ 12,00. Neste patamar de preços o Brasil é importador do Mercosul, pois alguns países, como o Paraguai, conseguem ter custos inferiores a 8 dólares por hectare em algumas áreas.

No entanto, a demanda das pequenas e médias empresas, no momento, é exclusivamente por produto de safras passadas e bom percentual de inteiros (60% acima) e a oferta no Mercosul de arroz deste padrão é reduzida. Argentina e Uruguai estão praticamente zerando estoques e o Paraguai, que já colhe, tem oferta de arroz verde ou com padrão inferior ao demandado, remanescentes da safra 2018/19, ou, ainda, já comprometidos com uma exportação de 60 mil toneladas que já está embarcando para a América Central.

A média gaúcha é puxada para cima pela Zona Sul – Pelotas e Rio Grande – e a Planície Costeira Interna – Camaquã – onde estão os principais polos de beneficiamento e exportação do Rio Grande do Sul. Nestas regiões há negócios reportados acima de R$ 54,50 para produto de boa qualidade da “safra velha”. O atraso na colheita do arroz no Rio Grande do Sul vem ajudando a alongar a entressafra e elevar os preços.

Na Depressão Central e na Fronteira Oeste as médias variam de R$ 48,00 a R$ 50,00 dependendo do produto, da indústria e do destino da carga. Já na Campanha as cotações são menores e mesmo grão de 60% de inteiros não alcançam R$ 50,00.

Com a safra mais adiantada e colada no Rio Grande do Sul, Santa Catarina vem registrando cotações médias entre R$ 46,00 e R$ 47,00 na maioria das regiões, mas com valorização mais forte nas duas últimas semanas. Em geral o estado vizinho colhe pouco mais de 1 milhão de toneladas e busca outras 450 a 500 mil toneladas no Rio Grande do Sul ou em importações para atender à capacidade instalada de sua indústria. O Mato Grosso, com previsão de uma colheita um pouco maior, manteve preços entre R$ 70,00 e R$ 72,00 na região Norte, enquanto em Formoso do Araguaia e Lagoa da Confusão, no Tocantins, os valores superam os R$ 72,00.

CUSTO
Diante da conjuntura interna e sua relação com o mercado externo fica cada vez mais evidente que o Rio Grande do Sul não tem uma crise de preços, mas de custos de produção. O volume de encargos, o peso do arrendamento que em algumas regiões chega a 70% das áreas, insumos como energia elétrica, são altos demais em relação a outros países. Na média do mercado internacional, o arroz longo fino é comercializado na equivalência aproximada de 10 dólares, ou R$ 42,80 (10×4,28), enquanto o custo médio de produção nas lavouras gaúchas – com produtividade de 7.500 quilos por hectare, é estimado em R$ 45,00 a R$ 46,00. Estudos do Cepea/Esalq indicam que há 10 safras a lavoura gaúcha de arroz de produtividade média não gera renda para os produtores. A solução é produzir bem mais de 8 mil quilos por hectare ou, então, encontrar uma fórmula de redução do desembolso.
A outra solução é uma redução de oferta, o que o arrozeiro está fazendo há três safras, pois a área reduziu cerca de 200 mil hectares. E faz cortando na carne.
 
MERCADO

A Corretora Mercado de Porto Alegre indica preços médios de R$ 50,50 no Rio Grande do Sul para a saca de arroz de 50 quilos, em casca, 58×10, enquanto o arroz branco, tipo 1, em saca de 60 quilos, é negociado a R$ 112,00. Os quebrados seguem valorizados. O canjicão, em 60 quilos, é negociado a R$ 69,00 e a quirera a R$ 49,00. Enquanto isso, o farelo de arroz valorizou para R$ 500,00 FOB.

PREÇO AO CONSUMIDOR

O pico da entressafra e a espera de uma oferta menor ao longo de 2020 está ajudando a indústria a repassar novas tabelas de preços aos atacadistas e varejistas, e isso está influenciando no preço nas gôndolas. Eventualmente se encontra alguma oferta do tipo queima de estoques, caso de Pelotas na semana que passou, onde um supermercado ofertava o pacote de cinco quilos de arroz branco, uma marca da Região Central a R$ 9,98. Mas, em média, os preços superaram R$ 16,00 por pacote, com ofertas na casa dos R$ 12,00 para as marcas líderes. No caso do pacote de quilo, a média tem superado os R$ 3,00. Ainda assim, vale lembrar que o arroz está entre os itens mais baratos da cesta básica. Fonte: ANáLISE DE MERCADO – por Cleiton Evandro dos Santos – AgroDados – Planeta Arroz.

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