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Capivari do Sul, 21/07/2024
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Notícias

RS: relatório final da safra de arroz de 2019/2020

por | ago 20, 2020 | Notícias | 0 Comentários

Até o final de julho de 2019, a intenção de área a ser semeada para a safra 2019/2020 era de 946.276 hectares. A área efetivamente semeada foi de 936.316 hectares, o que significa uma redução de 4,9% em relação à área semeada na safra anterior (2018/2019). A Fronteira Oeste foi a regional com a maior área em preparo antecipado (até 31/07/2019), com 72% da área total, vindo a Zona Sul em segundo lugar, com 59% da área. A Planície Costeira Interna ficou com 26%, a Região Central com 23%, a Campanha com 22% e a Planície Costeira Externa com 21% de área com preparo antecipado do solo para a semeadura do arroz. A maior expressividade das áreas com preparo antecipado do solo na Fronteira Oeste e Zona Sul ajuda a explicar a evolução da semeadura, que foi mais rápida nessas regionais. A área média de preparo antecipado do solo no Estado ficou em 44%. O sistema de plantio semidireto, somado ao convencional na linha, é o que detém a maior área, em todas as regionais. Na média do Estado, este sistema foi utilizado em 88,9% da área total colhida.

O sistema convencional, a lanço, praticamente não foi utilizado. O sistema de plantio direto dobrou de área, na média estadual, em relação à safra passada. A regional que mais aderiu ao sistema foi a Campanha, com 17,5%. O sistema pré-germinado é ainda bastante utilizado nas regionais das Planícies Costeira Interna e Externa e na Região Central, com 35,1%, 14,3% e 15,5%, respectivamente. A evolução da semeadura do arroz no Rio Grande do Sul é sempre muito relacionada aos volumes e à frequência da precipitação. Setembro e outubro, meses preferenciais para a realização da semeadura, geralmente são mais chuvosos, o que determina se a média geral da semeadura no Estado ficará dentro do período recomendado ou atrasada. É válido lembrar a importância da adequação da época de semeadura ao ciclo da cultivar, para que o período reprodutivo coincida com o de maior disponibilidade de radiação solar (que vai de 15 de novembro a 10 de fevereiro, na metade Sul do Rio Grande do Sul, segundo a Normal Climatológica), quando o objetivo é alcançar altas produtividades.

Além disso, é um fator do manejo do arroz irrigado que não apresenta custos adicionais ao produtor. Nesta safra, a Fronteira Oeste teve um setembro mais seco, o que proporcionou que 50% da área fosse semeada nesse mês e, até o dia 15 de novembro, mais de 84% da área já havia sido semeada. Este pode ser mais um fator que tenha propiciado esta regional a ter a maior produtividade do Rio Grande do Sul. Em seguida vieram as regionais da Zona Sul e Campanha, que atingiram 50% da área semeada em 15 de outubro. As outras três regionais sofreram um pouco por conta das chuvas, que perduraram até meados de novembro. A Planície Costeira Interna chegou a 50% de área no início de novembro. As regionais mais prejudicadas pelo excesso de chuvas foram a Planície Costeira Externa e a Região Central, que chegaram a 50% de área semeada em 25 de novembro, sendo que muitos produtores só finalizaram o processo da semeadura em dezembro.

Como é recorrente nas últimas safras, a cultivar IRGA 424 RI foi a que teve maior área na maioria das regionais, exceto na Campanha, em que a cultivar Guri INTA CL teve maior área, 36%, e a cultivar IRGA 424 RI ficou em segundo lugar, com 30%. A cultivar lançada na última safra, a IRGA 431 CL, aparece em terceiro lugar em área semeada, nas regionais da Fronteira Oeste, Campanha, Planície Costeira Externa e Zona Sul. Nas regionais da Região Central e Planície Costeira Interna, as cultivares da Epagri, de ciclo mais longo e adaptadas ao sistema pré-germinado, aparecem, corroborando com a área dedicada a este sistema. De modo geral, na média do Estado, a cultivar com maior área semeada foi a IRGA 424 RI, com 49,6 %. Em segundo lugar, com 18,7% ficou a cultivar Guri INTA CL e, em terceiro lugar, a nova cultivar IRGA 431 CL, com 8,5% da área. Em quarto lugar veio a Puitá INTA CL com 5,1% e em quinto lugar a cultivar da Epagri, SCS 121 CL, com 3,1% de área semeada. A colheita do arroz durante a safra 2019/2020 não registrou grandes problemas, pois todo período ocorreu quase sem registro de precipitações.

A colheita iniciou na segunda quinzena de fevereiro e terminou em meados de maio, com as lavouras semeadas mais tarde. Nesta safra, as lavouras semeadas precocemente (setembro) e tardiamente (após 15 de novembro) apresentaram produtividades inferiores àquelas semeadas entre 1º de outubro e 15 de novembro. A elevada radiação solar verificada na safra 2019/2020 possibilitou que se obtivesse a maior produtividade média de arroz irrigado da história do Rio Grande do Sul, com 8.402 quilos por hectare. A regional da Fronteira Oeste ultrapassou o limiar dos 9.000 quilos por hectare, ficando em 9.091 quilos por hectare. A produtividade média desta safra foi quase 900 quilos por hectare mais alta que a da safra anterior (2018/2019), que foi de 7.508 quilos por hectare, pois houve baixa radiação solar durante o mês de janeiro, devido às fortes chuvas que ocorreram, principalmente, nas regiões da Fronteira Oeste e da Campanha.

Embora tenha havido redução na área semeada, em relação à safra passada, a produção de arroz na safra 2019/2020 foi maior, devido à maior produtividade obtida, que, por consequência, foi proporcionada devido à combinação: época de semeadura e elevada radiação solar. A época de semeadura foi intermediária, se comparada às das últimas safras, porém foi a que teve a maior produtividade, evidenciando que a radiação solar deve ter sido o diferencial da safra 2019/2020. A cultura da soja, em rotação com arroz irrigado, teve área expressiva na safra 2019/2020, pois o total semeado no Estado foi de 341.188 hectares, ou seja, comparando com a área de arroz semeada na safra, o percentual ficou em 36,4%. Isto representa praticamente 1/3 da área destinada à cultura do arroz, com soja em rotação. Além disso, a área semeada de soja em rotação aumentou em 5,8%, em relação à safra anterior (2018/2019). Na safra 2019/2020, a regional com maior área para esta rotação foi a Campanha, com 90.000 hectares, seguida, de perto, pela Zona Sul, com 86,5 mil hectares.

A maior produtividade média foi registrada na Planície Costeira Externa, com 2.664 quilos por hectare, ou 44,4 sacas de 60 Kg por hectare. A média de produtividade da soja em rotação com arroz irrigado na metade Sul do Rio Grande do Sul foi baixa (1.905 quilos por hectare, ou 31,8 sacas de 60 Kg por hectare). Ressalta-se que a produtividade média de soja, no Rio Grande do Sul todo, foi de 1.793 quilos por hectare, ou 29,9 sacas de 60 Kg por hectare. As menores produtividades alcançadas nesta safra, em relação à anterior, foram devidas à escassez de chuvas regulares durante a safra. A soja cultivada em áreas de rotação com arroz irrigado possui maior dificuldade de manejo, visto que os solos são rasos e com menor capacidade de reter a água das chuvas. Com isso, em safras com estiagem, como a que passou, precisa-se fazer o uso de irrigação suplementar, para garantir o potencial da cultura.

Como a cultura da soja não é manejada sob solo inundado, como o arroz irrigado, a falta de água para seu desenvolvimento acaba sendo um problema e, é por isso, que se observa maior oscilação de produtividade entre as safras. Em anos mais chuvosos, as produtividades tendem a ser mais altas e anos com estiagem mais intensa, como o da safra 2019/2020, tendem a reduzir a produtividade média das lavouras, exceto naqueles casos em que há disponibilidade de irrigação. Com isso, a falta de chuvas regulares e em bons volumes foi o fator de prejuízo mais expressivo para a cultura da soja, em rotação com arroz, nesta safra. Embora a safra tenha sido atípica, pelo fato de a primavera ter sido chuvosa e o verão muito seco, pode-se dizer que os orizicultores tiveram uma ótima safra, devido à elevada oferta de radiação solar, o que proporcionou ao Rio Grande do Sul ter a maior produtividade de arroz já registrada em sua história. Ao contrário, os produtores de soja tiveram uma das piores safras de soja, em termos de produtividade, das últimas safras. Fonte: Irga.

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