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Preços do arroz permanecerão firmes enquanto oferta for restrita

por | ago 24, 2020 | Destaque, Notícias | 0 Comentários

Os poucos produtores que ainda têm o grão da safra passada armazenado, já definiram novos patamares de exigência de preços, acima dos R$ 100,00

A evolução dos preços do arroz no mercado gaúcho, que chegou a quase 23% apenas em agosto, superando os R$ 83,00 no indicador Esalq-Senar/RS, mas no mercado livre gira entre R$ 85,00 e R$ 90,00 – com lotes de grãos das variedades nobres e em padrões superiores a 63% de inteiros negociados por até R$ 100,00 no prazo – tem deixado o mercado bastante lento. Indústrias de maior porte seguem ávidas em busca de produto, em especial no Mercosul, enquanto os poucos produtores que ainda têm o grão da safra passada armazenado, já definiram novos patamares de exigência de preços, acima dos R$ 100,00.

As duas últimas semanas foram de empresas pequenas e média se retirando do mercado, exceto no caso daquelas que estavam obrigadas a realizar compras para garantir o atendimento de contratos. Isso porque não só os preços da matéria-prima no mercado interno alcançaram, segundo elas, patamares de difícil repasse para o varejo, como também no momento em que o Brasil passou a direcionar maior demanda ao Mercosul, as cotações nos países vizinhos acompanharam os referenciais internos. Um barco com 20 mil toneladas de arroz paraguaio foi comprado por um pool de empresas brasileiras. Outro está em negociação. O produto já estava no porto uruguaio de Nueva Palmira, saída preferencial de grãos do Paraguai, escoados pela hidrovia do Paraná.

Para algumas destas empresas, o momento é de processar o que têm de estoques e aguardar que o mercado se ajuste, seja via retirada da TEC sobre importações de terceiros países, seja pela importação mesmo com TEC, ou o aumento da oferta interna ou compras pontuais no Mercosul para priorizar o atendimento de clientes tradicionais. A Conab deve realizar leilões de venda de arroz, mas seus estoques são tão limitados (20 a 25 mil toneladas) que não se espera mudança mais significativa no mercado.

Ainda assim, representantes das áreas comerciais de algumas das principais empresas de arroz do país têm destacado um avanço no posicionamento nos supermercados do Sudeste brasileiro perante o recuo da presença das chamadas “marcas secundárias”. Embora citem a alta dos preços e a lentidão do mercado, os varejistas explicam que algumas marcas não estão conseguindo repor a saída por falta de acesso à matéria-prima e pela necessidade de repassar, imediatamente, os novos custos.

Nas redes sociais e na imprensa já surgiram diversas notícias falando do impacto da alta de preços na cesta básica e para o consumidor. Até campanhas de boicote a algumas marcas de arroz com os preços comparativos entre o ano passado e o atual circulam nos grupos usuários de aplicativos.

De parte dos produtores, a realidade também é distinta. Há aqueles que tiveram que entregar o arroz logo após a colheita para quitar dívidas de custeio com a iniciativa privada, e outros, com maior equilíbrio financeiro, que conseguiram segurar o volume de safra – ou parte dele – até o segundo semestre. Este percentual é estimado entre 25% e 30% dos produtores, não necessariamente do volume total da colheita, no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. São produtores que vinham obtendo maiores rendimentos por produtividade, gestão dos custos e uma boa estratégia comercial nos últimos anos, além de, em geral, serem proprietários das terras e trabalharem com rotação com soja e pecuária e outras atividades que levam a um portfólio maior de produtos para venda.

A expectativa é de que os preços médios se mantenham firmes por mais algum tempo, porquanto, mesmo altas, as cotações domésticas ainda são inferiores às cotações de terceiros países para arroz no padrão do consumido no Brasil, enquanto a safra dos Estados Unidos ainda está na faixa de 60% e começa a ter problemas de clima, e o Mercosul mantém estoques baixos. Estima-se que a Argentina (250 mil t), o Paraguai (350 mil t) e Uruguai (350 mil t) somem cerca de 950 mil toneladas de produto disponível para exportar, no entanto têm outros clientes tradicionais demandando.

Considerando que o Brasil importasse 700 mil toneladas destes países, ainda faltariam 200 mil toneladas para equivaler às 900 mil toneladas do consumo médio mensal. A indústria tem alegado que precisaria de mais 300 mil toneladas de terceiros mercados para assegurar o suprimento nacional até a próxima safra.

Tradings, indústrias e varejo do Brasil já tem negociações estabelecidas com os Estados Unidos, a Guiana/Suriname e com fornecedores da Ásia, e apenas aguardam a retirada da TEC, se isso ocorrer, para autorizar os embarques. As mesmas empresas que exportaram arroz brasileiro entre US$ 13,00 a US$ 16,00 agora estão em tratativas de internação a US $ 20,00 a US$ 23,00.

Além do Mercosul, a evolução dos preços do arroz em casca no Rio Grande do Sul elevou também as cotações no restante do país. Na semana passada os preços chegaram acima dos R$ 92,00 nos principais centros de comercialização do Tocantins e próximos de R$ 90,00 no Mato Grosso, para grãos de 55% de inteiros. Já em Santa Catarina, a região Sul praticamente acompanha as referências gaúchas, enquanto o Norte opera na faixa de R$ 70,00 a R$ 85,00 nas compras efetivamente realizada, mas ainda usa referências de R$ 70,00 a R$ 75,00.

Os preços médios do arroz beneficiado nas seis capitais pesquisadas por Planeta Arroz, alcançaram R$ 21,50 na última quinta-feira por pacote de 5 quilos, branco, tipo 1. A valorização chegou a 68% sobre os preços praticados há um ano. E segue subindo. Marcas que lideram em alguns mercados já alcançaram mais de R$ 26,00 por pacote de cinco quilos. Ainda assim, foi possível encontrar “ofertas” entre R$ 16,50 e R$ 19,00 em algumas redes. Os quebrados de arroz e o farelo também apresentaram fortalecimento na semana que passou. Fonte: ANÁLISE DE MERCADO – por Cleiton Evandro dos Santos – AgroDados – Planeta Arroz.

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