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Capivari do Sul, 16/04/2024
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Preços do arroz estão firmes e cenário é muito favorável

por | out 18, 2022 | Destaque, Notícias | 0 Comentários

Os preços do arroz em casca estão firmes no Rio Grande do Sul e o cenário dos mercados nacional e internacional é favorável para a elevação das cotações. Claro, a complexidade que envolve este comércio sempre deixa os agentes com um pé atrás, mas há motivos importantes para que os produtores e agentes de mercado tenham otimismo.

No cenário internacional as cotações continuam em alta, em especial nas Américas, em função da safra menor nos Estados Unidos. Se entre os grãos longos finos a retração é de pouco mais de 2%, no total a lavoura norte-americana deverá recuar mais de 13%. Em três anos são quase 2 milhões de toneladas a menos de oferta. Com isso o quintal (45,36kg) para novembro permanece acima de US$ 16,50 nos contratos futuros e assegura bom suporte ao comércio regional.

O USDA prevê menor disponibilidade de exportação – pouco mais de 70 mil toneladas – do que era previsto há um mês, e menores estoques nos EUA. Ou seja, sua competitividade com o Mercosul será limitada e em valores mais altos, o que é ótimo pra nós.

O mercado asiático tem comportamento misto. Com um recuo, forçado pela Justiça e o próprio governo nas limitações das exportações na Índia, as cotações hindus seguiram mais firmes, mas ainda o melhor arroz indiano segue cotado a preço dos quebrados no Mercosul.

Uma quebra mais elevada do que o esperado nas colheitas do hemisfério norte, e em especial na Ásia, na África e na Europa, também tendem a fazer com que a produção global fique em torno dos 505 milhões de toneladas contra um consumo de 519 milhões de t. Ou seja, 2022 deverá ser um ano de déficit e enxugamento dos estoques globais.

China, Índia, Paquistão e EUA colherão menos. Portanto, é dos estoques globais e de países como Vietnã, Tailândia, Mianmar, EUA e Mercosul, todos com menor área ou problemas climáticos em suas principais safras, que sairá o atendimento da demanda global. Alguns primeiros sinais já são perceptíveis, como a volta do Iraque às compras nos EUA e também no Uruguai e a fortes compras mexicanas no Brasil, Paraguai e México, por exemplo. Espera-se e as cotações internacionais sigam fortalecidas. A África também está começando a se dirigir às Américas para garantir seu abastecimento.

NACIONAL

No Brasil, ainda em menor velocidade e volume do que o desejável pela cadeia produtiva, gradativamente evoluem as cotações do arroz. Isso se deve, em muito, à demanda para a exportação que aconteceu nos quatro meses, outubro incluso, a partir do porto de Rio Grande. O México tem importante participação nesse movimento.

A média de embarques deve somar 200 mil toneladas por mês, e totalizar perto das 800 mil t, ou seja, dois terços daquilo que se previa para todo o ano nas remessas brasileiras. A disputa entre as tradings e as indústrias aqueceu o mercado, inicialmente, na Zona Sul, na reta final de setembro, e dali avançou sobre a Planície Costeira Interna à Lagoa dos Patos e para a Fronteira Oeste.

Nas últimas semanas esse reflexo chegou às demais regiões. As cotações seguem marcando entre R$ 74,00 e R$ 78,00 na maior parte das regiões, exceto a Zona Sul, onde chegam a R$ 84,00 posto na indústria e até R$ 87,00 para complemento de carga no porto.

Com o dólar beliscando os R$ 5,30 e até superando esse patamar, e a firmeza dos preços internacionais, mesmo em período de safra dos Estados Unidos, o Brasil segue competitivo, em especial no arroz em casca.

Os EUA estão priorizando a comercialização do branco, de maior valor agregado.

No porto, já existem pedidos confirmados para embarque em novembro. Menores os movimentos do que o volume do quadrimestre julho/outubro, mas ainda assim superando a expectativa de embarques para a época, quando os EUA estão muito ativos como fornecedores. Com isso, o Brasil deverá exportar bem mais do que o previsto e ter um estoque de passagem menor do que era projetado. Outra notícia ótima para uma elevação das cotações.

A disputa com as tradings na Zona Sul, por causa do porto de Rio Grande, está causando dois fenômenos. O primeiro é a evidente valorização da matéria-prima, com um produtor que está conseguindo determinar, ao menos com algum conforto, o preço pelo qual está disposto a vender. O segundo é a baixa disponibilidade de lotes a serem comercializados justamente naquela região, o que exige a movimentação de cargas de posições mais distantes geograficamente e a elevação dos patamares de preços.

Essa disputa está sendo ótima para o produtor. E deve permanecer e ganhar impulso na medida em que se consolide a redução de área a ser semeada no Sul do Brasil, em especial no Rio Grande do Sul, na Argentina e no Uruguai.

Ou seja, com a menor oferta de nossos concorrentes e elevação de preços no mercado internacional, câmbio favorável, redução de área, da oferta, do estoque de passagem, temos um cenário muito positivo para que as cotações sigam sua trajetória de alta. E nem contamos o impacto das adversidades climáticas, que já estão fazendo algumas regiões banharem as lavouras para produzir a emergência.

Todos estes, fatores fundamentais para que o agricultor consiga fazer frente à elevação dos custos.

O maior problema no setor industrial, atualmente, é uma equação que não fecha. Boa parte das indústrias comprando matéria-prima entre R$ 75,00 e R$ 85,00 e vendendo o fardo abaixo de R$ 100,00, algumas até abaixo de R$ 90,00. É impensável.

Há dificuldade em repassar os custos ao grão beneficiado no mercado interno, ainda que a CDO indique um avanço de 3,8% no volume de arroz processado e comercializado pelo Rio Grande do Sul.

Ao consumidor, em compensação, nota-se que nas últimas semanas o varejo vem reajustando os preços para cima. Alguns centavos por pacote são acrescidos toda a semana. Mas, a indústria tem sérios problemas para convencer o varejo a assimilar o repasse destas altas.

TENDÊNCIAS

Em função deste cenário, a expectativa é boa para a elevação das cotações do arroz de agora até as vésperas da nova colheita. Novamente o Brasil deverá importar bastante cereal do Paraguai, e isso vai seguir pressionando as cotações internas, e mais perto da colheita poderemos ter picos de retração.

Se o cenário mantiver-se, não surpreenderá se antes do final do ano seja depositado arroz no porto, para exportação, acima dos R$ 90,00 por 50 quilos. Ainda assim, a média do ano no Rio Grande do Sul deverá ficar, como previsto, entre R$ 70,00 e R$ 77,00.

As perspectivas são melhores para o ano civil de 2023, e muito baseadas na elevação da área de soja e milho em várzeas, que devem somar quase 520 mil hectares. E, agronomicamente, mais ainda para a safra 2023/24.

Afinal, é muito mais fácil plantar sobre toda essa resteva de soja, com menor incidência de invasoras e ganhos em rendimentos por área.

Mas, é sempre bom lembrar que no arroz os cenários mudam rapidamente. Por ora, eles são muito favoráveis. E esperamos que continuem assim. Fonte: Planeta Arroz: ANÁLISE DE MERCADO por Cleiton Evandro dos Santos. 

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