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Capivari do Sul, 16/04/2024
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Nominal, mercado do arroz espera exportação para fixar piso

por | mar 5, 2023 | Destaque, Notícias | 0 Comentários

A colheita do arroz no Brasil alcança números ainda muito incipientes, com a Emater/RS relatando apenas 6% da área ceifada. O mercado vem se apresentando de maneira muito nominal, sem grandes movimentos que definam, no curto prazo, um cenário mais claro de valores. O arroz “velho”, da safra 2022/23 praticamente desapareceu das propriedades, com as remoções do que não foi vendido até agora para a indústria em função da liberação de silos para a nova safra. A indústria, agora, vem optando apenas por grão da safra nova, pois boa parte delas tem tempo para aguardar a maturação do produto “novo” e parece estar abastecida. Mas, como as operações de ceifa ainda não engrenaram, a oferta é praticamente inexistente.

Vai ganhar impulso essa semana, quando boa parte das lavouras da Zona Sul entram em colheita.

Sem produtor querendo vender arroz “velho” e sem arroz “novo” no mercado, poucos são os negócios. Assim, há preços de liquidação para o arroz velho na faixa de R$ 87/88,00 na Zona Sul, mas já forçando em direção aos R$ 86/87,00. Enquanto isso, os poucos dispostos a liquidar na Fronteira Oeste ofertam R$ 82,00 e o valor baixa a até R$ 80,00 na Região Central.

Poucas indústrias e tradings arriscam-se a ingressar no mercado para fazer posição, compra com entrega futura, pois ainda não está clara a qualidade e as quantidades da safra. O cenário é incerto: não há segurança sobre o quanto e nem a qualidade da safra que será colhida. E a exportação precisa de volume para fazer negócios, portanto não consegue consolidá-los exatamente por não haver disponibilidade de grão. A indústria, majoritariamente, aguarda para saber até onde os preços no mercado interno irão cair.

Há demanda para embarques internacionais, mas também impasse na definição de preços. Algumas tradings que entraram no mercado ofertando R$ 90,00 no porto, não conseguiram consolidar negócios por falta de oferta. O momento especulado, nominal, deve permanecer até que haja um volume mais substancial de grão colhido. Então, a roda deverá girar na cadeia produtiva. A questão é até quanto o preço cairá se não houver um movimento de exportação, fator novo que poderia travar a queda e estabilizar as cotações domésticas por mais tempo.

PRODUTIVIDADES

Nas primeiras lavouras colhidas, as produtividades têm sido boas, com a Fronteira Oeste relatando rendimentos de 340 a 350 sacas por quadra e grão 60×8. São lavouras em que não faltou água. Mas, o volume colhido é insignificante. Na Zona Sul, boa parte das colheitadeiras entram nos quadros a partir desta próxima semana. A Região Central mostra situação distinta. Lavouras, mesmo com fornecimento de água, apresentam volume em peso, mas rendimentos industriais baixos nas amostras. Em 10 dias devemos ter um salto mais expressivo da colheita e uma parcial capaz de projetar indicadores mais próximos da realidade.

Espera-se que as piores lavouras sejam aquelas colhidas no final, em maio. Essas são as que pegaram frio na floração ou não tiveram água suficiente.

CLIMA

Essa é outra questão que deve ser avaliada. Nota-se que em menor dimensão na Região Central, e de maneira pontual na Fronteira Oeste, registram-se quebras por seca e altas temperaturas. Visão parcial, pois os resultados só serão verificados nos silos e na indústria. Mas, ainda assim não há razão para o setor produtivo adotar o velho discurso de “quebra substancial” considerando que isso estancará a queda das cotações neste momento.

Ora, os 10%, estimados, de quebra sobre o potencial produtivo da Fronteira Oeste, divido pelo Brasil inteiro, dá menos de 4%. E reunindo o Mercosul, e seus tradicionais excedentes de 2 a 3 milhões de toneladas, acaba refletindo em volume não tão significativo na conjuntura superavitária do Cone Sul.

Portanto, de qualquer forma, com quebra na Fronteira e redução de área, retração produtiva na Argentina, e uma projeção de importante queda nos estoques de passagem pelo ótimo desempenho dos embarques internacionais em 2022, o mercado brasileiro permanecerá precisando regular o excesso de oferta regional, com ênfase no Rio Grande do Sul, e necessidade de exportar.

Se a única certeza, neste momento, é de que haverá menos arroz disponível, este será um fator muito positivo, que poderá nos conduzir ao um mercado mais aquecido até do que no ano passado. E recuperação de preços “mais cedo”.

Mas, no Rio Grande do Sul não se pode esquecer que mais uma vez dependeremos da demanda para exportação – que determina efetivamente o nível dos negócios – e dos volumes de importação também.

No segundo semestre de 2023, se espera um mercado mais enxuto de oferta e, provavelmente com melhor liquidez que em 2022, mas isso ainda dependerá do cenário econômico. Se o Real valorizar, vamos importar mais do Mercosul, com risco de desequilibrar a balança comercial, conforme prevê a Conab. Se isso não ocorrer, e o dólar valorizar ou permanecer nos atuais patamares, vamos exportar bem.

De igual forma, seremos balizados pelo câmbio no mercado externo, mas também no interno.

MOVIMENTO TÍPICO

No ambiente doméstico, os preços seguem em queda, pois dentro de um comportamento típico o mercado aguarda pressão de oferta. O varejo tenta baixar cada vez mais os preços a cada semana, movimento natural que só poderia ser travado com o primeiro navio de exportação do ano.
A disputa entre tradings e indústria tornou-se o grande fator de balizamento de preços. Quanto mais tarde começarmos a exportar o novo ciclo, mais pressão da safra norte-americana e maior a queda dos preços internos.

O piso não pode se tornar teto, ainda que de um ou dois meses. Essa sangria só tem um remédio imediato. Embarcar arroz em Rio Grande.

Informações extraoficiais indicam que o Brasil exportou pelo menos 120 mil toneladas de arroz em fevereiro. No entanto, a line up em branco para embarques no Porto de Rio Grande para março, torna-se preocupante. Há, pelo menos dois navios programados, mas ainda não nomeados. Um de quebrados e um de arroz em casca.

Indicador mantém trajetória de queda em março

Depois de cair 4,4% em fevereiro, o Indicador de Preços do Arroz em Casca no RS (Cepea/Irga-RS), 58% de inteiros, à vista, fechou estável (+0,09%) nesta sexta-feira, 3, a R$ 85,18/sc de 50 kg. Equivale a US$ 16,39. Segundo o Centro, de modo geral, esta semana os orizicultores priorizam as atividades de colheita em detrimento da comercialização de estoques remanescentes e/ou do cereal recém-colhido.

Indústrias, por sua vez, têm pouca necessidade de comprar grandes quantidades, tendo em vista a resistência quanto aos valores oferecidos por compradores e os pedidos por vendedores, o que tem limitado o número de lotes efetivados. Por outro lado, a demanda para exportação segue firme. Nos três dias de março, acumula 0,2% de retração, seguindo o movimento natural da expectativa do ingresso da nova safra no mercado.

A liquidez segue restrita. Às vésperas do início da colheita, o mercado de arroz em casca ainda se mantém lento, pressionado pelas as cotações para a safra 2022/23.

Fonte: Cleiton Evandro dos Santos – AgroDados – Planeta Arroz.

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