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Fatores que explicam as altas dos preços do arroz

por | set 11, 2020 | Destaque, Notícias | 0 Comentários

Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Universidade de São Paulo (USP), mostra que o preço do arroz aumentou 120% nos últimos 12 meses. O dado não representa uma grande novidade para o consumidor, que, em Brasília (DF), já paga até R$ 30,00 por saca de 5 Kg que, antes da pandemia, custava R$ 8,00 por saca de 5 Kg. A grande dúvida é porque essa alta aconteceu e, principalmente, quando os preços devem voltar ao antigo patamar. Em primeiro lugar, a alta se deve a alguns motivos. Mas, de acordo com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o grande vilão é o dólar. A questão do cambio é fundamental. A valorização da moeda norte-americana afeta diretamente as commodities, que são os produtos vendidos internacionalmente.

As commodities têm como referência o dólar. Isso explica não só o preço do arroz, como também dos derivados de soja e outros produtos. Nos últimos seis meses, o dólar subiu cerca de 40%. Isso significa que exportar o grão passou a render mais. E esse aumento acaba sendo repassado para o mercado interno. O produtor tenta fazer com que o produto vendido dentro do Brasil tenha um aumento parecido, para compensar uma espécie de perda relativa. Ele compara com o que ganharia caso decidisse exportar os grãos. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) reforça a explicação cambial, mas aponta outros fatores que contribuíram para o aumento do preço especificamente do arroz: elevados patamares de preço internacional anteriores à crise de Covid-19, redução de área plantada no Brasil nas últimas duas safras, resultado das baixas rentabilidades identificadas nos últimos anos, e o aumento da demanda pós-pandemia.

Uma queda significativa do preço dependeria de uma valorização do Real perante o dólar. Isso torna difícil prever quando o arroz ficará mais barato. Se houver uma estabilização ou queda, o preço das commodities cai. Mas, se o dólar continuar aumentando, vai subir. Para a Conab, independentemente do dólar, os preços tendem a cair, mas só no começo do ano que vem. Historicamente, o preço do arroz costuma ser mais alto no segundo semestre do ano, por se tratar de período de entressafra. Há, portanto, uma tendência de queda a médio prazo. Além disso, com os bons resultados que quem plantou arroz está obtendo, a tendência é que a produção aumente, fazendo com que a safra 2020/2021 seja maior, jogando o preço para baixo.

É esperado que os altos preços atuais estimulem uma forte recuperação de área e, com isso, com uma produção maior, seguramente os preços vão se arrefecer no próximo ano. Ressalta-se, por último, que as cotações de arroz no Brasil são significativamente impactadas pelo volume produzido internamente. Diante desse cenário, o governo federal decidiu tomar algumas medidas para que o consumidor encontre arroz mais barato no mercado ainda este ano. A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, afirmou, na quarta-feira (09/09), que não será feito o tabelamento de preços. No entanto, a pedido do presidente Jair Bolsonaro, o Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) definiu que 400 mil toneladas do grão poderão ser importadas sem imposto até o fim do ano, o que deve reduzir o valor com que o alimento chega às prateleiras. Fonte: Correio Braziliense.

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