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Extensão da retirada da TEC de grãos preocupante

por | set 1, 2020 | Notícias | 0 Comentários

Indústrias que utilizam soja, milho e arroz como matéria-prima avaliam que a retirada temporária das tarifas de importação para esses produtos, sinalizada pelo governo na semana passada, pode beneficiar o consumidor interno em um momento de crise causada pela Covid-19. A possibilidade de a medida se estender muito, no entanto, é uma preocupação. A indústria beneficiadora de arroz, que até o momento foi a única a confirmar ter pedido ao governo a retirada da tarifa de importação, reclama da dificuldade de repassar aumento dos custos ao preço final, o que também é apontado pela indústria de carnes e de rações. A indústria da soja considera que a medida pode atrair o interesse de algumas esmagadoras e levar a um volume limitado de importação dos Estados Unidos, mas afirma que uma extensão da medida além do fim do ano poderia prejudicar o setor. A Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz) afirmou que o preço do arroz disparou nos últimos meses em virtude da demanda forte pelo produto tanto no mercado interno quanto no mercado externo, já que alguns países limitaram a exportação durante a pandemia de Covid-19.

Isso, aliado à valorização do dólar ante o Real, abriu espaço para mais vendas do arroz brasileiro. O arroz, que no início do ano tinha preço entre R$ 50,00 e R$ 60,00 por saco de 50 Kg, agora é cotado a R$ 115,00 por saco de 50 Kg. No último mês o preço aumentou 30%. A indústria ficou sem referência de preço para o varejo, não tem um valor para passar para frente, porque todo dia está aumentando. Pequenas e médias indústrias estão paradas por não ter matéria-prima, enquanto grandes players não conseguirão repassar os custos ao varejo se comprarem nos valores atuais. A preocupação é a falta de oferta e alta dos preços. A Abiarroz teme migração do consumo. Para a indústria, R$ 80,00 por saco de 50 Kg era um valor que remunerava o produtor. Mas, R$ 115,00 por saco de 50 Kg é impraticável. O consumidor migra para o macarrão e outros produtos menos saudáveis. A associação defende a retirada da TEC para haver mais oferta e os preços internos voltarem à “normalidade”. Também apoia a facilitação das compras externas de grãos a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

A entidade lembra que os setores milho e soja, insumos usados na alimentação de frangos e suínos, se tornaram altamente exportadores. Da mesma forma que a entidade não é favorável às restrições para exportação, também acredita ser justo permitir condições equilibradas para a importação dos insumos. O Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações) afirma que, além de ser grande exportador de grãos e carnes, o Brasil tem forte consumo doméstico e vive um momento difícil do ponto de vista econômico por causa da pandemia. Com a atual taxa de desemprego e queda da renda, o brasileiro pode ter dificuldade de absorver elevações nos preços de produtos como carnes, leite e ovos. Se houver alternativa para baratear o insumo, é bom. O País já importa milho da Argentina e do Paraguai para produção de ração, mas, sem a tarifa, os Estados Unidos seriam um provável fornecedor, a depender de prêmios locais e custo de frete. No caso da soja, a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) considera que a medida pode ter pouco efeito prático.

Alguma importação de soja sempre teve, sobretudo do Paraguai, pela proximidade. Agora, importar soja norte-americana só se for para industrializar. Não está faltando produto processado, nem farelo nem óleo. Além disso, o impacto seria limitado a poucos meses, uma vez que em janeiro já deve haver volume de soja da safra 2020/2021 disponível. Como o Brasil está na entressafra de soja, a medida tampouco teria efeito sobre os preços. Caso a retirada das tarifas seja confirmada, o Brasil pode de fato importar soja norte-americana, mas não em volume significativo. Para a soja, como a aprovação de variedades é similar aos Estados Unidos, não deve haver restrições técnicas. Se zerar a tarifa da soja, haverá empresas interessadas em fazer operação, porque pode fazer sentido para elas, dependendo de capacidade ociosa, localização, tipo de cliente. Mas, a janela é muito curta, porque em seguida já entra a safra nacional, e a soja brasileira fica mais competitiva. Entretanto, se a tarifa zero se estendesse até o início de 2021 poderia ser prejudicial ao setor.

Se a medida for além da entrada da safra brasileira, começa a preocupar, porque pode ser um primeiro passo para outras medidas com as quais o setor não vai concordar. Pode haver pressão dos Estados Unidos para zerar tarifas também de produtos industrializados. Não faz sentido importar processado, o setor quer aumentar o nível de processamento interno. A maioria das processadoras se preparou, comprando soja antecipadamente, e são pontuais os casos de fábricas que dependem em maior grau de novas compras da safra 2019/2020. Pode ter indústrias que compraram menos antecipadamente, então precisam de mais soja agora e dependem mais desse volume que está na mão do produtor. Nestes casos, a soja ficará mais cara. Mas, as empresas que se anteciparam estão de certa forma protegidas. A estimativa é de que reste menos de 10% da safra de soja 2019/2020 ainda por comercializar nos silos de produtores. O Ministério da Economia afirmou que a possibilidade de inclusão temporária do arroz, do milho e da soja na lista de exceção à Tarifa Externa Comum (LETEC) está em análise técnica no âmbito da Secretaria Executiva da Câmara de Comercio Exterior (Camex).

A próxima reunião do Comitê-Executivo de Gestão (Gecex), núcleo executivo colegiado da Camex, está prevista para o dia 16 de setembro. A pauta das reuniões do comitê, contudo, não é divulgada antecipadamente. O Ministério da Agricultura confirmou na semana passada estar avaliando solicitar a inclusão temporária dos três produtos na LETEC, como forma de equilibrar o mercado doméstico e impedir o aumento de preços de produtos da cesta básica. A alíquota de importação para países fora do Mercosul é de 12% no caso do arroz e 8% no da soja e milho. Até julho, o Brasil importou 508 mil toneladas de milho, 398 mil toneladas de soja e 373 mil toneladas de arroz. Nos três casos, o maior fornecedor do Brasil é o Paraguai. Caso aprovada, a adoção da medida teria caráter preventivo, visto que não há sinais de desabastecimento. Fonte: Agência Estado. 

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