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Notícias

Crédito Rural: agfintechs revolucionam segmento

por | set 23, 2020 | Notícias | 0 Comentários

Elas prometem dar luz ao risco envolvido na atividade agropecuária, embutir em modelos de crédito um olhar acurado sobre cada produtor individualmente, apontar ao credor quando o clima não coopera com a colheita esperada e dar alertas que ajudem a evitar o aumento da inadimplência. São as agfintechs, que avançam em um segmento onde os recursos do Plano Safra representam apenas um terço do funding total do campo, estimado em quase R$ 600 bilhões. Startups nascidas com um pé nas finanças e outro no campo, essas empresas têm potencial para trazer o mercado de capitais mais para perto do agronegócio, baixar juros. A expectativa é que a redução em relação a outras fontes privadas seja de 2% a 5%, ampliar prazos de pagamento e financiar a safra com ou sem garantia e sem dinheiro público. Nova no mercado, a DuAgro, fundada pela XP e pela securitizadora Vert, é uma das que passam a atuar de ponta a ponta na oferta de crédito ao produtor, desde análise de risco até a captação de recursos.

Sua estreia marca um momento de ebulição dessas tecnologias, que começam a se enraizar no campo graças à redução da taxa básica de juros, que direciona o investidor para ativos de maior risco; da maior popularização dos Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs); da “Lei do Agro”, que permitiu a emissão de CRA em dólar; e da maior adesão a ferramentas digitais, que ganhou força com a pandemia. A primeira ação da DuAgro será o financiamento de defensivos nesta safra 2020/2021. A empresa oferecerá R$ 100 milhões em crédito, sem a exigência de garantia, em parceria com a Adama. A expectativa é beneficiar 500 pequenos e médios produtores, a partir de 20 revendas. A aprovação dos produtores será automática, já que a seleção é feita junto às revendas. A iniciativa prevê que o produtor escolha os insumos que quer comprar, negocie o preço com a revenda e que esta crie o pedido. A partir daí, o produtor confirma dados pessoais, envia seus documentos e assina eletronicamente uma CPR (Cédula de Produto Rural). Em minutos, o pedido está feito e o produtor só tem que se preocupar com a liquidação da CPR no fim da safra. A empresa não pede penhor da safra ou outras garantias.

A Adama, afirma que a parceria deve ajudar a tirar o peso dos financiamentos da safra de seu balanço, que hoje sustentam, com R$ 2 bilhões por ano, 70% das suas vendas. No Brasil, a indústria é responsável por cerca de 30% das vendas de defensivos. A Adama já recorre a instrumentos financeiros para reduzir a dependência de crédito do seu balanço e, sozinha, capta em torno de R$ 500 milhões por safra. A ambição é que essa iniciativa, somada à DuAgro, responda por metade de sua oferta de crédito, para pulverizar o risco. Com 28 lojas de insumos em 11 Estados brasileiros, a Casa do Adubo, tem no radar as principais agfintechs do mercado, visto que revendas como a sua respondem por cerca de 45% das vendas de agrotóxicos no Brasil. Há um ano, a empresa usa a plataforma da Terra Magna e já monitorou 200 operações envolvendo trocas de insumos por grãos, equivalentes a R$ 54 milhões em penhor agrícola. Melhorando o monitoramento da safra, é possível reduzir potenciais desvios.

Com o olho no campo por meio de imagens de satélite, a Terra Magna busca otimizar o trabalho das equipes comerciais das revendas. Quando começa a dessecação na lavoura, eles te dão um alerta e aí cabe fazer uma ligação para o produtor, visitar a fazenda e acompanhar a entrega do grão no armazém. Na safra 2019/2020, os 47 clientes da startup fizeram 12 arrestos e tiveram perda inferior a 0,5% em operações com garantia referentes a 1,7 milhão de hectares monitorados. Conforme fontes do ramo, no mercado de revendas a inadimplência costuma girar em torno de 5%. Nas cooperativas, que respondem por outros 25% da compra de defensivos com crédito privado no País, um dos motores da adesão aos serviços das agfintechs é a conquista de maior autonomia, segundo a Coopsema, de Maracaju (MS), que faturou R$ 377 milhões em 2019/2020, metade com a venda de insumos. Com um limite construído e o custo de produção coberto, o produtor pode fazer uso consciente do crédito para desenvolvimento da sua propriedade, fugindo da venda casada do grão com a compra de insumos.

Inicialmente voltada à análise de crédito, com 2 milhões de hectares monitorados, a Traive deve auxiliar a Coopsema nessa missão. A startup está prestes a fazer o mesmo com a antiga ONG Aliança da Terra, que se tornou a empresa privada Produzindo Certo e tem um viés “verde”, foco de bolsos poderosos no exterior. Os bancos privados também não ficam de fora da onda das agfintechs. O Santander, por exemplo, em agosto adquiriu 80% da startup Gira. O que a empresa faz é olhar o produtor individualmente, em vez de adotar regras gerais para operar com o risco no mercado. As análises são feitas por palmo de terra e não olhando balanços ou o portfólio dos agricultores. A ideia é, por meio de bases de dados públicas, imagens de satélite e visitas in loco, conhecer desde o tipo de solo até o nível fertilizante aplicado na fazenda. A modelagem assim reduz o risco de quem empresta o dinheiro porque se baseia em capacidade de pagamento, isto quando são cobradas garantias. Fonte: Valor Econômico. 

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